BALANÇO COOPERATIVISTA DO ANO DE 2006
Carlos Antônio de Lemos Freitas (*)
Estamos chegando ao fim de mais um ano e o Cooperativismo sem padrinhos expressivos.
Não é que, desde 1988 continuamos sem nova lei corrigindo as distorções da lei federal 57764/71 (lei cooperativista), ainda em vigor!...
Ora, se fizermos um verdadeiro Balanço de tudo que ocorreu neste ano, chegaremos somente a uma conclusão á enunciada como abertura: “Falta um Padrinho de peso” para defender uma Doutrina tão nobre.
Não somos nem estamos pessimistas mas, temos que “cutucar” as autoridades constituídas (eleitas por este mesmo povo sofredor) para não se esqueçam de que uma das soluções para o crescente e constante desemprego em nosso País, de soluções tão cantadas em verso e prosa, recentemente, por Candidatos a diversos cargos eletivos.
Bem, o povo falou através das urnas que não está satisfeito, razão da renovação de cerca de 50% do Poder Legislativo para os próximos quatro anos. É não é um sinal de descontentamento? Meditem sobre o assunto.
Lembremos aqui que o Cooperativismo de Trabalho, tão pouco entendido pelas autoridades que norteiam os organismos do Trabalho no Brasil e, recomendamos que, em vez de tripudiar sobre aqueles que, de forma organizada, buscam no cooperativismo a solução de busca de manutenção ordeira e decente para suas Famílias.
Exortamos às autoridades que podem legislar sobre a matéria que, com afinco, se debrucem, sem paixões ou maniqueísmos, no estudo do cooperativismo e, não cometam a série de injustiças que causaram um certo desconforto entre as Cooperativas, principalmente as de Trabalho que, durante o ano findo, movimentaram valores de real importância para a manutenção de “um prato de comida” na mesa do trabalhador brasileiro.
Entretanto não tivemos somente notícias que provocaram a preocupação e apreensão de Cooperativas já constituídas e/ou as que deverão iniciar suas atividades no ano que se inicia e que, temos fundadas esperanças de que o melhor há de ocorrer.
Existem pessoas interessadas em tumultuar, como em qualquer atividade humana, o movimento cooperativista, mas, cremos firmemente que soluções serão encontradas, respeitando-se, sempre, o direito de livre associação neste País.
Acreditamos que, mesmo existindo correntes contrárias por motivos desconhecidos e não explicitados no Brasil, o Cooperativismo é uma Doutrina vencedora e não será vilipendiada nem diminuída pelos arautos do derrotismo, mostrando-se, desse modo, o caminho do progresso do povo brasileiro que é um trabalhador dedicado por excelência.
Ademais, gostaria que me explicassem porque a virulência contra o Cooperativismo pois, dentre os 13 Ramos Cooperativistas, o Cooperativismo de Trabalho é só um deles.
Esperança é o que nos resta àqueles que, como nós acreditam, sobretudo, na força de trabalho do povo brasileiro.
Aproveito o fim desse ano tão tumultuado para enviar àqueles que lêem meus artigos votos de um Natal Feliz e de realizações profícuas e positivas dos Cooperativistas brasileiros no ano que se inicia (2007).
(*) Carlos Antonio de Freitas
Contador e Consultor
Especializado em Cooperativas.
Diretor da Satierf e Colaborador da Contabilcoop