O COOPERATIVISMO E O TRABALHO

(*) Carlos Antônio de Freitas

Inicialmente pergunto: O que é mais importante para um profissional? Ter carteira assinada com a “garantia” da CLT? Ou ser um pequeno Empresário que, em sendo dono de seu nariz, apenas pagando seus impostos pode dirigir sua vida?

É isso aí, minha gente.

Estamos atrelados a uma legislação antiga e defasada pois, desde 1940, estamos aprisionados às “vantagens” do registro como Empregado, ao tempo em que perde, realmente sua liberdade.

Não sejamos hipócritas. No mundo Moderno a empregabilidade de pessoas com baixa ou nenhuma qualificação, praticamente inexiste. Ou seja, o emprego no Brasil é uma falácia.

Ora, o dia 1o. de Maio está aí para que se comemore o Dia do Trabalho. Comemorar o que? Sabemos que os Sindicatos, atrelados a outra legislação superada que obriga a cada trabalhador a entregar aos seus Sindicatos um dia do seu labor, já que entrega ao Governo várias fatias do seu salário sob a forma de contribuições ou impostos.

Ora, é triste a situação do trabalhador brasileiro que, infelizmente, não conhece o cooperativismo!...

Nenhuma força, seja ela sindical ou governamental faz chegar ao trabalhador brasileiro a aculturação necessária para optar pelo “emprego” com registro em Carteira Profissional ou pela independência que representa o Cooperativismo.

Uma Sociedade Cooperativista é composta por pessoas físicas (pelo menos 20) que, de forma espontânea se unem para, aproveitando suas características profissionais e livres da pressão muitas vezes odiosa dos Patrões, buscam maior efetividade dos serviços que presta ou pessoas físicas ou a pessoas jurídicas, formalizando Contratos de Prestação de Serviços e, dessa forma, obtendo, sem estar escravizado a nenhum tipo de mando, maiores rendimentos do seu trabalho através da doutrina cooperativista.

Precisamos fazer com que o povo brasileiro conheça o verdadeiro cooperativismo. O que é preciso, podem os senhores perguntar? E eu respondo com certeza e segurança derivados de 27 anos de luta para esclarecimento e desenvolvimento dessa verdadeira doutrina profissional que, nos países mais desenvolvidos, coloca lado a lado e em igualdade de condições os Grandes e os Pequenos Empresários e muitas vezes Pequenas e  Grandes Cooperativas.

O corporativismo exercido pelos sindicatos que, de ofício, deveria prestar assistência real aos filiados, preocupando-se apenas com festas faraônicas que encobrem, na realidade, os objetivos constitucionalmente colocados e devidamente definidos naquele instrumento legal.

A quem interessa fomentar o cooperativismo, condição indicada na constituição federal de 1988, se isso vai tirar do sindicalismo uma polpuda receita derivada das contribuições obrigatórias anuais?

Entendamos que precisamos nos unir sob a bandeira do cooperativismo para sermos independentes e produzirmos mais riquezas para nosso tão combalido Brasil que, com baixo desenvolvimento e com um índice de impostos altíssimo, precisa crescer.

Viva o Trabalhador Brasileiro que precisa se tornar auto-suficiente e, com o véu pesado do empreguismo não vai sair de onde se encontra.

Fortaleçamos pois o cooperativismo e para tanto, devemos procurar os órgãos de fomento e desenvolvimento do mesmo para que, dessa forma, possamos ver e conviver em um País melhor.

(*) Carlos Antônio de Freitas é cooperativista e Sócio Administrador da SATIERF – Assessoria, Auditoria, Consultoria e Contabilidade, empresa especializada em cooperativismo.

(*) Carlos Antonio de Freitas  
Contador e Consultor
Especializado em Cooperativas.
Diretor da Satierf e Colaborador da Contabilcoop


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